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Quanto custa um site em Portugal? Os meus preços, às claras

Os meus preços de partida para sites, marcações, lojas online e software à medida, os planos mensais opcionais e os custos escondidos a verificar.

"Quanto custa um site?" é a primeira pergunta de quase toda a gente que me contacta, e a resposta mais comum que se encontra por aí é "depende". É verdade, mas não ajuda ninguém a decidir se vale a pena marcar uma conversa. Por isso deixo aqui os meus preços de partida, o que está incluído em cada um e o que os faz subir ou descer.

Uma nota antes dos números: faturo como empresa (Diogo Duarte, Sociedade Unipessoal Lda.), por isso todos os valores abaixo são "a partir de" e acresce IVA à taxa de 23%. Um site a partir de 690 € custa, no mínimo, 848,70 € com IVA. Prefiro que faça essa conta agora do que ser surpreendido na fatura.

Os preços de partida

  • Site de apresentação (1 a 5 páginas): a partir de 690 €. Design próprio, adaptado a telemóvel, SEO básico, configuração do Perfil da Empresa no Google, formulário de contacto, em português ou em português e inglês.
  • Site com marcações, encomendas ou menu editável: 1.200 € a 2.500 €. Inclui uma área de gestão onde o próprio negócio altera preços, horários e fotografias sem me ligar.
  • Loja online pequena: 2.000 € a 4.000 €. Catálogo, carrinho, pagamentos por MB WAY e cartão, e um back office para gerir as encomendas.
  • Software à medida, back office ou SaaS: a partir de 4.000 €. Aqui não há tabela que sirva. Depois da primeira conversa recebe uma proposta com âmbito e preço fechados, e o projeto pode ser dividido em fases.

Estes valores pagam-se uma vez, pelo trabalho de construir o site. O que custa manter o site online todos os meses é outra conversa, mais abaixo.

O que faz o preço subir ou descer

Dois sites de "cinco páginas" podem ter preços bem diferentes. O que pesa é quase sempre uma destas coisas:

  • Número de páginas e de tipos de página. Cinco páginas com o mesmo esqueleto fazem-se depressa. Uma página de serviços, uma galeria, uma página por produto e um blog são quatro desenhos diferentes.
  • Línguas. Uma segunda língua não duplica o preço, mas acrescenta trabalho: textos, menus, formulários, emails automáticos e SEO para cada versão.
  • Marcações, encomendas ou pagamentos. Assim que o site passa a guardar dados e a reagir a eles (uma marcação que bloqueia um horário, uma encomenda que chega à cozinha, um pagamento que tem de ser confirmado), deixa de ser um site de apresentação e passa para o escalão seguinte.
  • Back office. Uma área de gestão para mudar o menu é simples. Uma que gere clientes, estados, permissões por pessoa e relatórios já é software.
  • Quem escreve os textos e quem fornece as fotografias. Se me entregar os textos e boas fotografias do espaço, o preço fica perto do mínimo. Se for eu a escrever, a organizar a informação e a tratar das imagens, é trabalho a mais, e está na proposta como tal. Nunca invento clientes, números ou testemunhos para encher uma página.

O que faz o preço descer é o contrário: um âmbito curto e claro, conteúdo pronto e disponibilidade para responder a dúvidas durante o projeto. Um site pequeno bem feito agora pode crescer mais tarde, por fases.

Preço de construção e mensalidade

Um site tem dois custos diferentes: o de o construir, que se paga uma vez, e o de o manter online e atualizado, que é recorrente. Separo os dois de propósito. O plano mensal é opcional.

Essencial: 29 €/mês

  • Alojamento, domínio .pt e certificado SSL.
  • Cópias de segurança e monitorização, para saber que o site caiu antes de um cliente me avisar.
  • Até 30 minutos de alterações por mês: um horário novo, uma fotografia, um preço.
  • Apoio por email ou WhatsApp.

WordPress: 59 €/mês

  • Tudo o que está no Essencial.
  • Atualizações do WordPress e dos plugins, e a segurança do site.
  • Até 2 horas de alterações por mês.

O plano WordPress custa mais porque um WordPress precisa de mais cuidado: tem código a correr no servidor, plugins de terceiros e atualizações frequentes. Expliquei a diferença com mais calma em WordPress ou site à medida.

O que passar do tempo incluído cobro a 45 €/hora, sempre com orçamento antes. Os planos não têm fidelização: cancela quando quiser. E se preferir não ter plano nenhum, também serve. Paga a construção uma vez, entrego-lhe tudo e aloja onde entender.

Em qualquer dos casos, o domínio, o código e as contas são do cliente. O domínio fica registado em nome do seu negócio, e se um dia quiser mudar de programador, leva o site consigo.

O que tem uma proposta de âmbito fechado

Depois da primeira conversa, envio uma proposta por escrito. Não é um número atirado para o ar. Tem sempre:

  • O que se constrói, página a página e funcionalidade a funcionalidade.
  • O que fica de fora. É tão importante como a lista anterior, porque é aqui que se evitam mal-entendidos.
  • O preço fechado, com IVA à parte e indicado.
  • Datas concretas, não "umas semanas".
  • Fases, nos projetos maiores. Pode parar no fim de qualquer uma e fica com o que já está feito.
  • Quem fica dono de quê: domínio, código, contas dos serviços.

Alterações a meio do projeto são orçamentadas antes de serem feitas. O valor só muda quando o cliente decide que deve mudar.

Os custos escondidos que convém verificar

Seja comigo ou com outra pessoa, há custos que raramente aparecem no primeiro orçamento. Antes de assinar, faça estas perguntas:

  • Renovação do domínio e do email. O primeiro ano de um domínio ou de uma caixa de correio às vezes vem com desconto e o segundo não. Pergunte quanto custa a renovação, quem a paga e em nome de quem está registado.
  • Plugins e temas pagos. Um site WordPress pode depender de um tema ou de plugins com licença paga. Pergunte quais são, se a licença é anual e em nome de quem fica. Se deixar de a pagar, deixa de receber atualizações de segurança.
  • "O site não é seu." Há quem registe o domínio em nome próprio, construa o site numa plataforma de onde não se consegue exportar nada, ou entregue um site sem acesso ao código. No dia em que quiser sair, descobre que tem de começar do zero. Peça por escrito que o domínio fica em nome do seu negócio e que recebe o código e os acessos.
  • Alojamento preso ao fornecedor. Um alojamento incluído "de graça" no preço do site pode sair caro se só funcionar ali. Pergunte se pode levar o site para outro alojamento e o que isso implica.
  • Alterações cobradas à peça. Mudar um horário não devia exigir um orçamento. Saiba antes quanto custa uma alteração pequena e quanto tempo demora.

Nenhuma destas coisas é má em si. Uma licença paga pode valer cada euro. O problema é descobri-las depois.

Próximo passo

Se já tem uma ideia do que precisa, conte-me em poucas linhas: que negócio é, o que o site tem de fazer e se já tem textos e fotografias. Respondo com o escalão em que encaixa e, depois de uma conversa, com uma proposta fechada. Se o que precisa for mais pequeno do que acha, também lho digo.

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